Atualmente, o momento de pagar representa muito mais do que a fase final da jornada de compra. É um momento decisivo, que influencia diretamente a experiência do cliente, a confiança na empresa e a decisão de voltar a comprar.
Se por um lado os clientes procuram soluções práticas, seguras e familiares, por outro, os comerciantes devem ter soluções que permitam automatizar tarefas, sistemas e que acompanhem o desenvolvimento do negócio e das necessidades de quem compra.
Reunimos sete factos que demonstram a importância de disponibilizar os meios de pagamento certos, integrar soluções, reforçar a segurança e simplificar a gestão dos recebimentos.
1. Os clientes querem pagar de forma conveniente
A conveniência tornou-se num dos fatores mais importantes no momento do pagamento. Hoje, as pessoas esperam conseguir escolher o método de pagamento com o qual se sentem mais confortáveis, independentemente do canal onde efetuam a compra.
Quando um negócio não disponibiliza o método de pagamento que o cliente espera encontrar, pode haver hesitação, perda de confiança e, consequentemente, uma maior probabilidade de abandono.
A facilidade de pagamento passou a influenciar a decisão de compra, quase tanto como o preço, o produto ou o serviço.
Entre os meios de pagamento mais utilizados em Portugal, encontram-se:
- Multibanco;
- MB WAY;
- Cartões Visa e Mastercard;
- Débito direto;
- Google Pay;
- Apple Pay.
A verdade é que, quanto mais adequadas forem as opções, maior será a capacidade de responder às diferentes expectativas e preferências de cada cliente.
Em 2025, os pagamentos efetuados com cartões representaram 85,2% das operações processadas no SICOI (Sistema de Compensação Interbancária, através do qual os bancos processam e liquidam operações entre si). O relatório também indica que as compras online com cartões nacionais cresceram 19,3% em quantidade e 19,7% em valor.
2. Os pagamentos presenciais continuam a ter um papel importante
Apesar do crescimento do comércio online, os pagamentos presenciais continuam a ter um peso enorme. De acordo com o Banco de Portugal, no ano de 2024, 54% dos pagamentos realizados nos pontos de venda foram liquidados com notas e moedas.
Isto acontece porque muitos dos clientes continuam a privilegiar liquidar pagamentos em numerário nas lojas físicas, seja pela proximidade, segurança ou pela confiança que transmitem.
A verdade é que, quando a compra começa online, o pagamento pode ser feito presencialmente, numa loja de conveniência, numa papelaria ou num quiosque, criando novas oportunidades de contacto com o cliente e impulsionando vendas adicionais no estabelecimento.
Assim, existe uma crescente necessidade de implementar nos negócios um modelo omnicanal que combine o digital e o presencial.
Exemplo 1:
Uma compra iniciada online pode ser paga presencialmente, em numerário ou MB WAY, através das Referências Pagaqui.
Exemplo 2:
Uma compra realizada numa loja física pode ser processada num Smart TPA, em cartão Visa ou Mastercard.
Exemplo 3:
Um cliente que vai efetuar uma compra online pode pagar através de Pay by Link, iniciando o pagamento através de um link, que direciona para a página de pagamento.
Esta flexibilidade permite às empresas adaptarem-se aos hábitos de compra de diferentes clientes e aproveitar novas oportunidades. Na tendência atual, não se trata de escolher entre pagamentos digitais ou presenciais, mas de oferecer ambos de forma integrada.
3. A experiência de pagamento influencia as vendas
O momento do pagamento é considerado um dos mais críticos da jornada de compra, pois é nesta etapa que o cliente decide se finaliza, ou não, a transação.
No comércio online, os principais fatores que podem prejudicar a conversão são:
- Ausência de métodos de pagamento familiares;
- Checkout lento;
- Demasiados passos para concluir a compra.
Nas lojas físicas, os obstáculos são diferentes:
- Filas longas e demasiado tempo de espera;
- Equipamentos lentos;
- Falhas na aceitação de pagamentos.
Em contrapartida, uma experiência rápida, simples e fluida transmite profissionalismo e confiança a quem está a comprar. Prova disso, é a evolução dos pagamentos presenciais realizados utilizando a tecnologia contactless que, em 2025, representaram 57,9% do número total de compras feitas com cartão em Portugal, pelo terceiro ano consecutivo.
Estes dados demonstram a importância de adaptar a experiência ao contexto da compra. Com algumas melhorias é possível reduzir a fricção, podendo, posteriormente, favorecer a conversão.
4. A segurança é sempre uma prioridade
A crescente realização de pagamentos online trouxe mais conveniência, mas também aumentou a importância de reforçar a proteção dos dados e da prevenção contra fraudes.
Independentemente da dimensão da empresa e do canal utilizado, trabalhar em parceria com uma instituição de pagamentos que cumpra elevados padrões de segurança, irá ajudar a reduzir o risco de fraude e a transmitir maior confiança aos clientes.
No entanto, a tecnologia de segurança deve estar aliada à implementação de procedimentos internos, com atualizações regulares e mecanismos de sensibilização de boas práticas de cibersegurança.
Entre as boas práticas de segurança a adotar, deve:
- Definir os níveis de acesso – Garantir que apenas colaboradores autorizados conseguem aceder à informação sensível;
- Dar formação à equipa – Para que cada elemento consiga reconhecer tentativas de fraude nos pagamentos, phishing ou ciberataque;
- Escolher um parceiro de pagamento certificado – Optar por uma empresa que cumpra a legislação aplicável;
- Definir políticas internas de controlo – Rever periodicamente todas as operações.
5. Integrar todos os pagamentos simplifica a gestão do negócio
Atualmente, existem cada vez mais negócios que operam através de vários canais, por isso, a forma mais prática de gerir tudo é integrar todos os pagamentos na mesma plataforma.
Quando os pagamentos estão concentrados numa única plataforma, torna-se mais simples:
- Acompanhar recebimentos em tempo real;
- Automatizar processos administrativos;
- Minimizar a ocorrência de erros humanos;
- Ter uma visão global da atividade financeira.
Com a integração, consegue melhorar não só a eficiência operacional, como também a capacidade de tomada de decisão e o controlo financeiro, pois terá todas as informações organizadas e acessíveis num único local.
6. Mais opções nem sempre significam uma melhor experiência
Ao disponibilizar diferentes métodos de pagamento, aumenta a probabilidade de cada cliente conseguir encontrar a opção que melhor se adequa às suas preferências, favorecendo a conclusão da compra. A verdade é que existe uma relação entre as opções de pagamento disponíveis e a taxa de conversão, por isso, esta é uma forma simples de facilitar a compra.
A escolha pode variar consoante fatores como:
- Faixa etária;
- Hábitos de compra;
- Canal utilizado;
- Nível de confiança com determinado método;
- Familiaridade com tecnologias.
Enquanto que nos pagamentos pontuais alguns clientes privilegiam pagar com cartões Visa ou Mastercard, outros preferem MB WAY, Referências Pagaqui, Pay by Link ou carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay.
Já no contexto dos pagamentos recorrentes, o débito direto pode ser especialmente relevante, embora tenha uma utilização diferente dos métodos usados habitualmente no checkout.
A aceitação de diferentes métodos de pagamento permite responder às expectativas de públicos mais diversificados, podendo chegar a novos mercados. O objetivo não deve ser acrescentar indiscriminadamente meios de pagamento, mas garantir que as opções disponíveis são adequadas ao público, ao canal, ao valor da compra, à recorrência e aos mercados onde vende.
Quanto menos barreiras existirem no momento do pagamento, maior será a probabilidade de conclusão da compra.
Conheça os meios de pagamento mais utilizados em Portugal.
7. Escolher o parceiro de pagamentos certo pode fazer toda a diferença
É primordial ter um parceiro de pagamentos que permita, não só disponibilizar meios de pagamento diversificados, mas também ter soluções adaptadas às necessidades específicas de cada negócio.
Um parceiro tecnológico adequado deve acompanhar a evolução do negócio, disponibilizar novas funcionalidades e integrações periodicamente e fornecer suporte sempre que necessário.
Antes de tomar uma decisão, verifique:
- A oferta de meios de pagamento disponíveis;
- A facilidade de integração através de API ou plugins;
- A compatibilidade com plataformas de e-commerce e software de faturação;
- O cumprimento de normas e legislações de segurança;
- A qualidade do apoio ao cliente;
- A capacidade de acompanhar o crescimento da empresa.
Ter um parceiro tecnológico estratégico ajuda a otimizar processos, melhorar a experiência do cliente e acompanhar a evolução do mercado.
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Eupago Team